" Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda. Vocês já estão limpos, pela palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma." ( João 15:1-5) Nos fomos feitos para crescer e frutificar. É a ordem natural da vida. Frutificar significa dar frutos, produzir resultado vantajoso. É a capacidade de gerar outros da mesma espécie. A ausência de resultados positivos na nossa vida denuncia a esterilidade, ou seja, que há algo de errado. Somente quando permanecemos na videira podemos dar frutos. Mas muitas vezes tenho percebido que mesmo qua...
"É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Q u e é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Q u em ouviu não diz. (...) Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ...
Tenho descoberto que existe uma grande diferença entre 'próximo' e 'chegado'. P odemos ter muitas pessoas próximas a nós, mas muitas vezes nem todas são chegadas. Pessoas 'próximas' são aquelas que convivemos, muitas vezes diariamente, mas que não temos intimidade o suficiente para compartilhar nossos sonhos, expectativas, frustrações, etc. Podem ser colegas de trabalho, alguns familiares, e até amigos. Já os 'chegados' são nossos amigos mais íntimos, independentemente do grau de parentesco, distância, tempo e modo. Aqueles que temos uma reciprocidade ímpar, que nos conhece profundamente, com quem não só podemos contar nos momentos felizes e tristes, mas que sabem exatamente o que se passa dentro de nós, mesmo quando não dizemos uma só palavra. Que sabem dizer a coisa certa na hora certa, e calar no momento exato, sem julgamentos e preconceitos. Nos últimos dias estive fora de casa viajando. E tive a oportunidade de conviver com pessoas 'próximas...
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